Após um 2025 transformador para sua carreira, Yungblud se prepara para novos desafios em 2026. Em entrevista exclusiva, o artista britânico reflete sobre o álbum “Idols”, colaborações com lendas do rock e sua jornada pessoal na música.
“Acho que foi o maior risco que já corri”, confessa Yungblud sobre seu quarto álbum de estúdio. O artista sentiu que a primeira fase de sua carreira havia terminado e precisou se isolar para criar algo completamente novo. “Para ter sido recebido tão lindamente pelo mundo quando foi um risco tão grande e uma virada tão diferente, foi simplesmente incrível”, revela.
O músico se manteve fiel à sua visão artística, mesmo quando isso significava ir contra as tendências. “Todo mundo na música estava diminuindo as guitarras ou equalizando as baterias ou fazendo músicas de dois minutos e meio, e eu simplesmente pensei: ‘Se pudermos ir no caminho oposto, também vai funcionar’”, compartilha.
Seu instinto estava certo. “Idols” alcançou o topo das paradas em vários países, incluindo o primeiro lugar no UK Albums Charts, com mais de 25 mil cópias vendidas na primeira semana. O álbum também garantiu uma indicação para Melhor Álbum de Rock no Grammy.
Yungblud se inspirou em álbuns icônicos como “Houses of the Holy” do Led Zeppelin, “Pet Sounds” dos Beach Boys e “Dark Side of the Moon” do Pink Floyd. “Estes álbuns foram pontos de virada para os artistas porque não tinham limitações e tinham um senso inato de liberdade”, explica.
Em janeiro de 2026, o público conhecerá uma nova versão da música “Zombie” em colaboração com Billy Corgan, do Smashing Pumpkins. “Quando estava fazendo ‘Zombie’, eu estava realmente canalizando o ‘Siamese Dream’”, conta, referindo-se ao clássico álbum da banda americana.
Sobre as críticas que frequentemente recebe, Yungblud encontra força nas palavras de seus ídolos. “Todo grande astro do rock sempre foi odiado. Isso quase te encoraja mais a usar como combustível e revidar”, afirma.
Sua participação no evento Back to the Beginning em julho de 2025 marcou outro momento decisivo. Homenageando o Black Sabbath e Ozzy Osbourne com uma versão de “Changes”, ele conquistou a atenção mundial e uma indicação ao Grammy de Melhor Performance de Rock.
A infância passada na loja de guitarras de seu pai e avô no norte da Inglaterra foi fundamental para moldar seu amor pelo rock. “Fui exposto à música rock aos quatro anos, três anos. Fui criado com as coisas boas”, relembra com carinho.
Agora, Yungblud continua sua turnê mundial Idols com shows na Austrália em janeiro, aguardando ansiosamente a cerimônia do Grammy. Apesar do sucesso, mantém os pés no chão: “Gratidão é a palavra mais importante. Cresci em uma loja de guitarras e agora estou no palco com os caras que eu via na parede. Sou muito sortudo.”



