Quando as luzes baixaram e os últimos acordes de Live Forever ecoaram pelos alto-falantes, não foi apenas nostalgia que pairou no ar. Foi uma despedida. Uma imagem imponente de Ozzy Osbourne, o eterno Príncipe das Trevas, surgiu no telão como um raio num céu nublado, arrancando um coro de aplausos, lágrimas e arrepios da multidão.
E aí, como se o tempo tivesse parado por um segundo, Liam Gallagher se virou para o público e mandou a real: “Quero dedicar esta próxima música a Ozzy Osbourne.”
Pá! Começa Rock and Roll Star. Coincidência? Que nada. Foi um verdadeiro tributo à altura de um ícone que ajudou a forjar o som pesado que moldou gerações.
Um retorno com alma e história
O show marcou o retorno do Oasis ao lendário estádio de Wembley após longos 16 anos. E não foi qualquer retorno foi um espetáculo daqueles que se contam pros netos, com direito a Liam e Noel Gallagher, lado a lado, como se o tempo e os desentendimentos tivessem tirado férias por uma noite só.
Sete apresentações estão agendadas para o verão britânico, mas essa primeira já entrou para os livros. Wembley virou uma espécie de altar, e Ozzy, mesmo ausente, foi a alma presente.
O mundo da música em luto, mas com gratidão
A morte de Ozzy aos 76 anos, após uma longa batalha contra o Parkinson, caiu como uma bomba no coração do rock. Dias antes de partir, ele ainda teve fôlego e emoção para subir ao palco com os ex-companheiros do Black Sabbath em um último show na terra natal, Birmingham onde tudo começou lá em 1968.
Desde então, homenagens não param de pipocar mundo afora. Em Birmingham, fãs transformaram a Black Sabbath Bridge num santuário improvisado, com velas tremulando ao vento e flores colorindo o luto. Gigantes do rock como Tony Iommi, Geezer Butler, Bill Ward, Gene Simmons (Kiss) e Brian May (Queen) também deixaram suas palavras cada uma soando como acordes de uma despedida cheia de respeito.
Um adeus que virou eternidade
A homenagem do Oasis foi mais do que um gesto bonito. Foi simbólica, visceral. Foi como se dissessem: “Ozzy, você não vai embora. Você vai ecoar.” E assim foi.
Naquela noite, o Wembley não foi apenas palco de um show. Foi um templo. E no meio do som, da saudade e da celebração, uma certeza se cravou no peito de cada fã presente: ídolos morrem, sim, mas lendas… essas vivem para sempre.



