O relógio zerou. Ao meio-dia desta quinta-feira, 14 de agosto, horário de Brasília, a contagem regressiva no site oficial do Megadeth chegou ao fim. E junto com o silêncio, veio o golpe: a banda anunciou que este será seu último álbum de estúdio — e, de quebra, revelou uma turnê mundial de despedida.
Durante a espera, fãs foram embalados por um verso emblemático de Holy Wars… The Punishment Due: “The end is near. It’s crystal clear. Part of the master plan”. Em português, algo como “O fim está próximo. É cristalino. Parte do plano mestre”. Profético? Mais do que isso — quase um bilhete deixado no parapeito antes da porta se fechar.
Dave Mustaine, capitão dessa nave metálica por quase quatro décadas, falou com aquele misto de gratidão e melancolia que só quem viveu tudo sabe sentir. “Viajei o mundo, conquistei milhões de fãs, e a parte mais difícil é me despedir deles”, confessou. Mas, em seguida, acendeu a chama: “Não fiquem tristes. Fiquem felizes por todos nós. Venham comemorar. Fizemos algo juntos que é realmente maravilhoso… e provavelmente nunca mais vai acontecer.”
O novo disco, que ainda não teve título revelado, será lançado pelo selo BLKIIBLK, de Mustaine, em parceria com a Frontiers Label Group, e terá a produção de Chris Rakestraw — o mesmo nome por trás de Dystopia e The Sick, the Dying… and the Dead. Se depender desse histórico, podemos esperar riffs como facas afiadas, solos que cortam o ar e letras que pesam mais que chumbo.
E depois? Bem, depois é o adeus. Uma última volta ao mundo, palcos iluminados, coros em uníssono e talvez lágrimas escondidas entre acordes distorcidos. Para os fãs, será como assistir o sol se pôr — belo, mas inevitável. Para o Megadeth, é o fechar de um ciclo que começou como uma explosão e termina como uma lenda.



